Por
Redação Afya
17.7.2026
•
3 min de leitura
Compartilhe

A Afya divulgou os resultados do seu Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) referente ao ano-calendário de 2025, consolidando mais um ciclo de monitoramento das emissões da companhia e ampliando a compreensão sobre sua pegada de carbono.
Ao todo, as emissões somaram 25.389,7 toneladas de CO₂e, considerando os três escopos definidos pelo GHG Protocol, uma iniciativa para a padronização global da emissão de gases de efeito estufa.
Os dados mostram que a maior parte das emissões da Afya está concentrada no Escopo 3, ligado à cadeia de valor, que representa 82% do total, seguido pelo Escopo 1, com emissões diretas da operação (18%). Já o Escopo 2 apresentou emissões líquidas zeradas após compensações.

Na prática, os números indicam que os maiores impactos da Afya estão relacionados a decisões de compra, prestação de serviços e mobilidade, fatores que extrapolam os limites diretos da operação.
Entre as principais fontes de emissão, destacam-se a categoria de bens e serviços comprados, responsável por 45,3% do total, e o deslocamento casa-trabalho dos colaboradores, com 24,5%.
Leitura mais completa das emissões
No Escopo 1, que reúne as emissões diretas, foram contabilizadas 4.688,7 tCO₂e, com destaque para as emissões fugitivas, principalmente relacionadas ao uso de gases refrigerantes, que concentram a maior parte desse escopo.
Já no Escopo 2, apesar do registro de emissões na abordagem por localização, o resultado foi neutralizado por meio da aquisição de energia renovável e 22.000 certificados I-RECs, estratégia que vem sendo combinada com investimentos em geração solar própria.
O maior volume, no entanto, segue no Escopo 3, que totalizou 20.700,9 tCO₂e, um crescimento de aproximadamente 179% comparado a 2024. Segundo Isabela Nunes, coordenadora ambiental da Afya, embora expressiva, essa variação está diretamente relacionada a uma leitura mais fiel da operação, incluindo o monitoramento de duas novas categorias: Bens de Capital e Atividades relacionadas a energia.
“A principal mudança ocorreu na categoria de bens e serviços comprados, que deixou de contabilizar apenas materiais como papel e equipamentos eletrônicos e passou a incorporar também emissões associadas à contratação de serviços com base nos gastos realizados pela companhia em atividades como publicidade, consultorias, auditorias externas, manutenção e conservação", explica. Além disso, as categorias de viagens a negócio e deslocamento casa-trabalho passaram a considerar não apenas a queima de combustíveis, mas também as emissões geradas ao longo de todo o seu ciclo de vida.
Esses aprimoramentos aumentam a precisão do inventário e refletem a maturidade crescente da gestão de emissões da companhia, ao mesmo tempo em que evidenciam novos desafios, especialmente na mobilização de fornecedores e na adoção de padrões mais sustentáveis ao longo da cadeia de valor.
Os Inventários de Emissões de GEE da Afya estão disponíveis na íntegra aqui (a edição 2025 estará publicada a partir de 27/08).